Zéu Britto
July 2nd, 2009 § 0
paris-cingapura
June 29th, 2009 § 1
a camera está desligada. a tv ainda hipnotiza quando madrugada. marcas e cases sobre o melhor emprego do mundo; qualquer pessoa pode se candidatar à ilha de Hamilton
the best job
in the world
escrever se tornou uma dor para além das possibilidades, bolas verdes relembram o exercício, as lápides sob uma são paulo presente apenas em certa cabeça. pare de olhar os fios, nada leva a alguma certeza que contemple agudos mais firmes. aprofundar, ele toca no parque toda segunda: tenho apreço por quem passa a vida a tocar, disse a garota;
ainda sem pagar o cartão
que droga, o disco é meu! ande pela rua como uma temeridade, ande na estação central com um player na mão e dance com a primeira pessoa, dance por um tempo de verduras reais, por descontos, por um longo tempo sentado frente o mendigo… ele espera ao telefone por tortas as certezas, em uma cabine embarcada no último voo paris-cingapura e capsúla H1N1 ou composto B12.
importa saber o que dizer em 140 caracteres, que seja mais fácil não complicar,
que seja
o corpo envelhece em torno da
June 29th, 2009 § 0
o sal entre o dispositivo, cabo, controle da tv; uma tela repete o corpo 30 frases por segundo… não importa o som da voz reverberada no peito de uma mulher em seu primeiro plano pornô. é estranho como o corpo envelhece em torno da xoxota, mas pouco retorna para o instante. Retira os brincos enquanto na programação apenas um aviso de fora do ar,
passa o tempo de todo corpo enquanto não se aproveita a outra gota que se dá dias a fio. o corpo feito arvore é apenas silêncio, ainda sim chove, e a voz da vendedora de sofás ao dizer que são ótimos para trepar… mas naquele dia o dinheiro era apenas um delírio dos nanochips em teus dentes.
Amnesty International – “War Time”
June 28th, 2009 § 0
Franz Kafka, carta a Oscar Pollak, 1904
April 11th, 2009 § 0
“Acho que só devemos ler a espécie de livros que nos ferem e trespassam. Se o livro que estamos lendo não nos acorda com uma pancada na cabeça, por que o estamos lendo? Porque nos faz felizes, como você escreve? Bom Deus, seríamos felizes precisamente se não tivéssemos livros e a espécie de livros que nos torna felizes é a espécie de livros que escreveríamos se a isso fôssemos obrigados. Mas nós precisamos de livros que nos afetam como um desastre, que nos magoam profundamente, como a morte de alguém a quem amávamos mais do que a nós mesmos, como ser banido para uma floresta longe de todos. Um livro tem que ser como um machado para quebrar o mar de gelo que há dentro de nós. É nisso que eu creio.” Franz Kafka, carta a Oscar Pollak, 1904
TODOS OS OLHOS
January 7th, 2009 § 0
De vez em quando
todos os olhos se voltam pra mim,
de lá do fundo da escuridão,
esperando e querendo
que eu seja um herói,
que eu seja um herói.
FRENESI – Livros: Vozes Razoáveis: Da natureza da guerra, 2
January 2nd, 2009 § 0
[...] dentro da estrutura das leis conhecidas há possibilidades ainda mais notáveis. As micromáquinas, por exemplo. Hoje em dia, as micromáquinas estão a começar a ser patenteadas – por exemplo, um motor eléctrico com menos de um milímetro de comprimento que poderia, segundo o Prof. Johannes G. Smits, accionar um robot do tamanho de uma formiga.
“Imagine o que poderia fazer com uma formiga, se conseguisse controlá-la”, diz Smits, um engenheiro electrotécnico da Universidade de Boston, que detém a patente do novo motor. “Poderia fazê-la entrar no quartel-general da CIA.” A energia para accionar o micro-robot proviria de um micromicrofone que converte o som em energia.
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Urso polar sem-teto pede carona em Poznan, na Polônia, no final da COP14.
December 17th, 2008 § 0

Urso sem teto
Urso polar sem-teto pede carona em Poznan, na Polônia, no final da COP14.
Poznan, Polônia
via Urso polar sem-teto pede carona em Poznan, na Polônia, no final da COP14..
(mu)shroom records: Supercordas – Mágica
December 16th, 2008 § 0
Mágica
(Shroom Records, 2008)
Era pra ser apenas mais uma demo para o novo disco dos Supercordas, em fase de pré-produção, mas acabou se destacando em relação às outras nesta primeira versão e resolvemos espalhar. Já se vão quase 2 anos desde o lançamento do nosso último disco, Seres verdes ao redor, e é uma boa hora pra lançar algo novo pela internet.
A canção foi escrita em forma de diálogo entre o “Cético” e o “Beatnik”. O tema gira em torno dos grandes sonhos utópicos (ou atópicos) dos anos 60, e do triste despertar para um mundo onde estes sonhos já se converteram não só em águas passadas, como em águas não muito atraentes para os habitantes do grande ímã. Duas perspectivas diferentes de toda aquela loucura, inspiradas em grande parte pelas reflexões de Hunter S. Thompson em Medo & delírio em Las Vegas, e entremeadas por um coro que nada diz além da Mais Pura Verdade.
Foi toda gravada em casa (um apertamento onde não podemos fazer muito barulho), sem nenhuma bateria analógica. As guitarras, violões, teclas e vozes são do Bonifrate que vos escreve, outras vozes e o baixo de Valentino e os scratches eletroacústicos feitos na guitarra e os pads eletrônicos são de Giraknob. A fantástica foto da capa (sim, é uma foto) é do nosso clicador oficial, Cristiano ‘Psychofun’ Andrigheto.
Baixe aqui em 320 kbps ou escute no MySpace.
Sonantes – Mágica
December 16th, 2008 § 0
Eis a letra, de Pedro Bonifrate:
Mágica
O cético:
Num triste igarapé da galaxia
Toda a gente via uma saída
Navegando cápsulas de sonhos
Miragem da fábula perdida
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