April 26th, 2008 § 0

um cão, uma corda, um banco, uma árvore
pedaços do sonho que escorrem pela corda até o silêncio
antes mesmo dos desafios da altitude que se esprimia pelos galhos,
folha-raíz, sais minerais de sua saliva.
eram larguras e patas flutuantes
diagonais os ébrios retoques dos pelos úmidos de sua face
o vento cortou a noite por entre folhas
e até a terra repetira o amanhecer da morte
o silente cair de brotos até estar em órbita
do girar envolto que arranca do solo
do sentido e das estrelas o som

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