Franz Kafka, carta a Oscar Pollak, 1904

April 11th, 2009 § 0

“Acho que só devemos ler a espécie de livros que nos ferem e trespassam. Se o livro que estamos lendo não nos acorda com uma pancada na cabeça, por que o estamos lendo? Porque nos faz felizes, como você escreve? Bom Deus, seríamos felizes precisamente se não tivéssemos livros e a espécie de livros que nos torna felizes é a espécie de livros que escreveríamos se a isso fôssemos obrigados. Mas nós precisamos de livros que nos afetam como um desastre, que nos magoam profundamente, como a morte de alguém a quem amávamos mais do que a nós mesmos, como ser banido para uma floresta longe de todos. Um livro tem que ser como um machado para quebrar o mar de gelo que há dentro de nós. É nisso que eu creio.” 
Franz Kafka, carta a Oscar Pollak, 1904

TODOS OS OLHOS

January 7th, 2009 § 0

De vez em quando
todos os olhos se voltam pra mim,
de lá do fundo da escuridão,
esperando e querendo
que eu seja um herói,
que eu seja um herói.

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FRENESI – Livros: Vozes Razoáveis: Da natureza da guerra, 2

January 2nd, 2009 § 0

[...] dentro da estrutura das leis conhecidas há possibilidades ainda mais notáveis. As micromáquinas, por exemplo. Hoje em dia, as micromáquinas estão a começar a ser patenteadas – por exemplo, um motor eléctrico com menos de um milímetro de comprimento que poderia, segundo o Prof. Johannes G. Smits, accionar um robot do tamanho de uma formiga.

“Imagine o que poderia fazer com uma formiga, se conseguisse controlá-la”, diz Smits, um engenheiro electrotécnico da Universidade de Boston, que detém a patente do novo motor. “Poderia fazê-la entrar no quartel-general da CIA.” A energia para accionar o micro-robot proviria de um micromicrofone que converte o som em energia.
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(mu)shroom records: Supercordas – Mágica

December 16th, 2008 § 0

Mágica

(Shroom Records, 2008)

Era pra ser apenas mais uma demo para o novo disco dos Supercordas, em fase de pré-produção, mas acabou se destacando em relação às outras nesta primeira versão e resolvemos espalhar. Já se vão quase 2 anos desde o lançamento do nosso último disco, Seres verdes ao redor, e é uma boa hora pra lançar algo novo pela internet.

A canção foi escrita em forma de diálogo entre o “Cético” e o “Beatnik”. O tema gira em torno dos grandes sonhos utópicos (ou atópicos) dos anos 60, e do triste despertar para um mundo onde estes sonhos já se converteram não só em águas passadas, como em águas não muito atraentes para os habitantes do grande ímã. Duas perspectivas diferentes de toda aquela loucura, inspiradas em grande parte pelas reflexões de Hunter S. Thompson em Medo & delírio em Las Vegas, e entremeadas por um coro que nada diz além da Mais Pura Verdade.

Foi toda gravada em casa (um apertamento onde não podemos fazer muito barulho), sem nenhuma bateria analógica. As guitarras, violões, teclas e vozes são do Bonifrate que vos escreve, outras vozes e o baixo de Valentino e os scratches eletroacústicos feitos na guitarra e os pads eletrônicos são de Giraknob. A fantástica foto da capa (sim, é uma foto) é do nosso clicador oficial, Cristiano ‘Psychofun’ Andrigheto.

Baixe aqui em 320 kbps ou escute no MySpace.

via (mu)shroom records: Supercordas – Mágica.

Sonantes – Mágica

December 16th, 2008 § 0

Eis a letra, de Pedro Bonifrate:

Mágica

O cético:

Num triste igarapé da galaxia
Toda a gente via uma saída
Navegando cápsulas de sonhos
Miragem da fábula perdida
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ubá com pomblagina

December 14th, 2008 § 0

ele tava no taxi, rádio bhfm, goodnight, a voz disse: carlos drummond, disse o poema para introduzir marisa montes, beija eu: me beija

e achou tão bonito e brega

a fragmentadora

December 14th, 2008 § 0

  • Corte confeti
  • 15 fls A4
  • Corta cartão de crédito
  • Alta Performance

pro natal

December 14th, 2008 § 1

picotador de poema
perfurador de poeta
e o triturador de banca

fios… de 0v0s

December 8th, 2008 § 0

discorrer por entre monitores o fio do silêncio. entre o azul quebra-acorda e a distância do que não-pode-ser. a consequência final, turno um túnel sem depois. ainda sim o microfone pode capitar o sonido, a voz intergalática de segunda, terceiro medo; por que não guitarra sem distorção______
dedicar um pulso ao sono que parte o medo em dois; corrente a distribuir fluxos eletrônicos por entre o vazio de tantas pessoas mortas de grave. existe um número de palavras que não se prendem em livros

sfacelada

November 24th, 2008 § 0

Where Am I?

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