nunca-mais

November 21st, 2008 § 0

nunca-mais

(o)

November 21st, 2008 § 0

criação

Žižek

August 26th, 2008 § 0

“… porque o que tem valor hoje é o peróleo, não o poema.”

quando conheço uma pessoa pela primeira vez

August 26th, 2008 § 0

o mundo percorre a inversão água dentro
em dia passa o mal em parte.
a ordem destrói cada segundo
em sua lembrança para onde se faz o medo.
escrever para destruir o vazio desse nosso encontro
caneta-papel ou do desastre texto-leitor;
fizera poesia para tudo, menos para…

o hoje reinicia máquina–homem
e até o fim homem produto nada será como é

estão gastas de medo_

August 26th, 2008 § 0

Quase todo poeta denota em si a cidade-imagem…
e o que não remonta carrega o odor do devir
que cobre todo o lago azul
onde as palavras estão gastas de medo_
Quase todo poeta denota em si o encontro do absurdo,
o mediterrâneo aberto para contemplar as árvores
que surgem dos seus olhos,
o grito em branco derramado
sobre mísseis distantes…
Quase toda poesia respira ainda que sob gases e solventes,
ainda que turvo infarto, lugar piano onde as mãos
não podem nada dizer frente ao poema,
e nada mais restar ao escuro da voz,
quase toda fina,
e os papéis velhos derramam os dias novos que respiram…

o corpo do texto

June 27th, 2008 § 1

tudo

April 28th, 2008 § 1

ainda em tempo de retorcer a distância que encolhe o fim, ainda que o poema escreva o amor em teclas e o desejo escorra por entre fios, ante números zero e um, o desejo lança a engrenagem verso-fora e o que nos encontra e encanta é um timbre único de ante-sala.

April 28th, 2008 § 0

falemos do entroncar das notas musicais dos últimos dias. ainda que não tenhamos a interface sonora em nossas pálpebras, ainda que em instantes tom, tom, semiton o olho apenas retoque a voz que irrompe corda a corda o cabelo. os dedos se esticam ainda que os martelos belisquem as cordas, ainda que seu braço ressalte de imediato ao contato das cordas que vibram livremente o começo.

April 26th, 2008 § 0

um cão, uma corda, um banco, uma árvore
pedaços do sonho que escorrem pela corda até o silêncio
antes mesmo dos desafios da altitude que se esprimia pelos galhos,
folha-raíz, sais minerais de sua saliva.
eram larguras e patas flutuantes
diagonais os ébrios retoques dos pelos úmidos de sua face
o vento cortou a noite por entre folhas
e até a terra repetira o amanhecer da morte
o silente cair de brotos até estar em órbita
do girar envolto que arranca do solo
do sentido e das estrelas o som

April 26th, 2008 § 0

arranhei seu corpo com os galhos que se desprendem dos braços. a todo dia eles reascendem o desejo do toque até que se percam pelas ruas em branco. as ruas estão tomadas pelas memórias que se movimentam em velocidade arbitrária, os prédios comunicam as marcas que carregam os cabelos em relevo. o fluxo segue antes, a mente irrompe os bueiros e desvia o sentido
pelas pernas como um viaduto a estender a profusão dos encontros, derrubar normas e fluxos mentais de um não devir, retardo aleatório de intenção, ou mesmo configurar o jornal para notícas apenas sobre o desnecessário.

Where Am I?

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